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quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
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Aprendizagem Organizacional

As organizações podem aprender? Se sim, como se relaciona a aprendizagem individual, feita pelos membros das organizações, com as aprendizagens colectivas? E que características tem essa aprendizagem organizacional? Assume a forma de uma “consciência organizacional” ou é fundamentalmente um “inconsciente” partilhado pelos membros das organizações, a um nível essencialmente táctico.

Se existem empresas que sobrevivem durante séculos e outras que morrem ao fim de 20-30 anos, podemos afirmar, como Arie de Geus, que as primeiras são peritas em aprender e mudar (e sobrevivem) – são “learning companies” - e as segundas têm fortes “incapacidades de aprendizagem” (“learning disabilities”), que as condenam a um morte prematura? Ou deverá acreditar-se, como sustenta(va) Senge, que a aprendizagem de algumas (cinco) “disciplinas” permite transformar uma organização normal numa “organização aprendente” (“learning organization”)? E como enquadrar neste contexto os estudos de Sharmer e outros sobre “Presencing”?

Existem diferenças significativas entre as aprendizagens graduais, feitas no quadro de um certo paradigma dominante, e as “aprendizagens paradoxais” (Watzlawick) que implicam uma profunda mudança de paradigma (Khun), ou mesmo uma metanóia organizacional (Alberoni, Silva).

As diferenças entre aprendizagens de ciclo simples e as aprendizagens de ciclo duplo (Argyris e Schon) parecem ser críticas para estudar o fenómeno da aprendizagem. Mas porque são tão difíceis as aprendizagens de ciclo duplo? E como podem elas ser facilitadas?

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