No final dos anos 70, a problemática da informática nas organizações mudou de simples aplicações desarticuladas, cada uma gerindo os seus próprios dados, por uma concepção nova dos “Sistemas de Informação Organizacionais” (Le Moigne, Pallete, Silva, Marcelino) que coloca no centro das atenções a questão da “Gestão da Informação nas Organizações”.
No final do século passado, admitindo que a informação é a base do conhecimento, emerge o domínio da Gestão do Conhecimento. Assente numa primeira fase, fundamentalmente, na implantação de produtos tecnológicos (data retrieval, data mining, document management, expert systems, …) ele tem vindo, no desenrolar do século XXI, a preocupar-se com os processos do conhecimento, e o seu ciclo de vida (M. McElroy), com a produção de novos conhecimentos nas empresas (Nonaka) e temas correlativos.
O ênfase deixa de estar no conhecimento explicito (know what), mas no conhecimento tácito (know how) e em como potenciar a partilha de conhecimentos e a sinergia na criação cooperativa de conhecimentos novos nas organizações.
Em suma, parece assistir-se a uma fusão progressiva da Gestão do Conhecimento com a Aprendizagem Organizacional. Mas será mesmo assim e será assim de forma continuada?