As tecnologias de comunicação e de tratamento da informação permitem hoje múltiplas formas de aceder ao conhecimento por meios mediados por computador.
Pode tratar-se de cursos formais, distribuídos pela Web ou por Intranets, usando apenas actividades mediadas pelo computador, sejam eles síncronas ou assíncronas, ou combinando-as com sessões presenciais (blended learning). Muitas questões se levantam sobre como tirar partido do e-learning e do b-learning no contexto do ensino académico ou de formação profissional em ambiente empresarial.
Por outro lado, em muitos casos, aquilo que se designa por e-learning deveria ser, com maior propriedade, designada por e-teaching, pois trata-se ainda de um conjunto de professores ou formadores que disponibilizam conteúdos (e por vezes contextos) dirigidos à aprendizagem de sujeitos mais ou menos passivos. É a perspectiva da educação como simples “impart of knowledge”.
No entanto, a vastidão da informação disponível na Web e a existência de múltiplas ferramentas que facilitam o diálogo e a colaboração, criam condições para um entendimento do e-learning que prescinda de tutores (professores ou formadores) e assente na auto-organização das comunidades aprendentes, mesmo que dispersas pelo mundo. Não seria para esse caso que a expressão e-learning deveria ser reservada?